Eleições : “ Pior do que ta não fica ? “

8/09/10

Eleições : “ Pior do que ta não fica ? “

 

Aproximando-se  mais uma eleição as fisionomias dos políticos começam a dar um ar “ simpático “ para que os sorrisos trabalhados em estúdios fotográficos , atraiam mais facilmente o eleitorado .
Quem sabe se tivéssemos como novidade um candidato que fosse fotografado chorando .
Certamente as pessoas questionariam do que ele choraria ?
Seria da boa fé , da fragilidade política , dos pagadores de impostos ou das promessas  que duram  tanto quanto a eleição .
Estudos mostram que absorvemos :
1% através do paladar;
1,5% através do tato;
3,5% através do olfato;
11% através da audição;
83% através da visão
Não é por outra razão a importância estratégica dos chamados “marqueteiros“  que tão profissionalmente tem vendido o “produto candidato “ para nós consumidores amadores .
Esta vitória do marketing eleitoral esconde algo mais importante : o controle das informações .
Durante a campanha eleitoral , ganha importância como sempre , o apelo ao “social “ , “ a redução de impostos “ e ”a segurança “  , cumprindo apenas papel simbólico .
Estamos cansados de saber que o nosso Brasil oferece um cardápio internacional de problemas a serem superados , que em coro  ,são cantados pelos jingles de cada partido .
Apesar de termos avanços notórios , eles estão muito longe do que podemos esperar e desejar de um desenvolvimento sustentável econômico e social,de  uma” verdadeira nação”.
Os partidos políticos ,não tem mais pautas e conteúdos que possam diferenciá-los,pelo contrário,os programas de governo ,parecem sair do mesmo lugar ,diferenciados apenas pelas capas .
Não há renovação de lideranças nem de idéias ,razão pela qual o descaso e a falta de opção dos eleitores,corroem a nossa democracia ainda jovem e frágil.
Sinais de escrachos como: “ pior do que tá não fica”, “ alfinetadas” ,” mulher fruta “,” dinossauros da política , da musica e do esporte “ e aqueles com mandado de prisão no exterior .Triste  !
Se na democracia representativa o quadro é desolador para a população em geral ,nos grupos setoriais as coisas continuam bem organizadas e harmonizadas entre as partes , dividindo muito bem o filão em troca da governabilidade em todos os níveis de governo . Já na democracia participativa mais decepção , considerando que o povo se quer tem regulamentado o “ plebiscito “  ficando refém, das mazelas e interesses partidários ditados pela maquina governamental .
E os conselhos,canal da participação popular ?
Ainda engatinham com raríssimas exceções,via de regra “ chapa branca” , ou rifados pela lógica assistencialista da mendicância por recursos públicos ,quando não por uma “ boquinha” .
Assim o que esperar de futuros governos , considerando que boa parte dos candidatos que exercem ou já  exerceram  o poder em nome do povo , convivem   sem o menor pudor com  o “ toma lá da cá “ que engorda os caixas de campanha e as vias tortuosas da aplicação dos recursos públicos ?
O que esperar então ,do fortalecimento da democracia, conquistada a duras penas, sem a necessária reforma política e a real participação popular ?
Parece que ética depende da ótica .
Após 18 anos da realização da ECO-92 no Brasil , a agenda ambiental entra tangencialmente na discussão política,apesar das inúmeras catástrofes climáticas comprovadas cientificamente ,por uma única e exclusiva razão : uma candidatura “ verde” de expressão .
O cenário econômico e social, sem duvida nenhuma é animador e digno de que seja conduzido por governos honestos,democráticos e competentes , especialmente pela dobradinha emblemática das Olimpíadas e Copa do Mundo,que poderão potencializar o conjunto da obra .
É necessário portanto , toda atenção do eleitor não só na eleição , mas nos desdobramentos dos governos ,monitorando-os com o verdadeiro espírito cidadão ,pois a lógica da política “velha” apóia-se  em dois pilares estratégicos : a  nossa memória curta e na imagem asquerosa da política , para mantermo-nos afastados dela .
 

Se queremos saídas , superar obstáculos e consolidar a democracia ,  precisamos fortalecer as instâncias de participação  e de instrumentos efetivos de controle social .
Investir pesado nos meios de comunicação e no emburrecimento coletivo ,pode estar com os dias contados .
 

Quem sabe se nessa eleição , poderemos distinguir o verdadeiro significado daquele sorriso de   studio ?

Arquiteto e Urbanista Fábio Vital – ex-coordenador do Fórum da Cidadania ,Instituto ACQUA – ação cidadania qualidade urbana e ambiental .

Eleições : “ Pior do que ta não fica ? “

8/09/10

Eleições : “ Pior do que ta não fica ? “

 

Aproximando-se  mais uma eleição as fisionomias dos políticos começam a dar um ar “ simpático “ para que os sorrisos trabalhados em estúdios fotográficos , atraiam mais facilmente o eleitorado .
Quem sabe se tivéssemos como novidade um candidato que fosse fotografado chorando .
Certamente as pessoas questionariam do que ele choraria ?
Seria da boa fé , da fragilidade política , dos pagadores de impostos ou das promessas  que duram  tanto quanto a eleição .
Estudos mostram que absorvemos :
1% através do paladar;
1,5% através do tato;
3,5% através do olfato;
11% através da audição;
83% através da visão
Não é por outra razão a importância estratégica dos chamados “marqueteiros“  que tão profissionalmente tem vendido o “produto candidato “ para nós consumidores amadores .
Esta vitória do marketing eleitoral esconde algo mais importante : o controle das informações .
Durante a campanha eleitoral , ganha importância como sempre , o apelo ao “social “ , “ a redução de impostos “ e ”a segurança “  , cumprindo apenas papel simbólico .
Estamos cansados de saber que o nosso Brasil oferece um cardápio internacional de problemas a serem superados , que em coro  ,são cantados pelos jingles de cada partido .
Apesar de termos avanços notórios , eles estão muito longe do que podemos esperar e desejar de um desenvolvimento sustentável econômico e social,de  uma” verdadeira nação”.
Os partidos políticos ,não tem mais pautas e conteúdos que possam diferenciá-los,pelo contrário,os programas de governo ,parecem sair do mesmo lugar ,diferenciados apenas pelas capas .
Não há renovação de lideranças nem de idéias ,razão pela qual o descaso e a falta de opção dos eleitores,corroem a nossa democracia ainda jovem e frágil.
Sinais de escrachos como: “ pior do que tá não fica”, “ alfinetadas” ,” mulher fruta “,” dinossauros da política , da musica e do esporte “ e aqueles com mandado de prisão no exterior .Triste  !
Se na democracia representativa o quadro é desolador para a população em geral ,nos grupos setoriais as coisas continuam bem organizadas e harmonizadas entre as partes , dividindo muito bem o filão em troca da governabilidade em todos os níveis de governo . Já na democracia participativa mais decepção , considerando que o povo se quer tem regulamentado o “ plebiscito “  ficando refém, das mazelas e interesses partidários ditados pela maquina governamental .
E os conselhos,canal da participação popular ?
Ainda engatinham com raríssimas exceções,via de regra “ chapa branca” , ou rifados pela lógica assistencialista da mendicância por recursos públicos ,quando não por uma “ boquinha” .
Assim o que esperar de futuros governos , considerando que boa parte dos candidatos que exercem ou já  exerceram  o poder em nome do povo , convivem   sem o menor pudor com  o “ toma lá da cá “ que engorda os caixas de campanha e as vias tortuosas da aplicação dos recursos públicos ?
O que esperar então ,do fortalecimento da democracia, conquistada a duras penas, sem a necessária reforma política e a real participação popular ?
Parece que ética depende da ótica .
Após 18 anos da realização da ECO-92 no Brasil , a agenda ambiental entra tangencialmente na discussão política,apesar das inúmeras catástrofes climáticas comprovadas cientificamente ,por uma única e exclusiva razão : uma candidatura “ verde” de expressão .
O cenário econômico e social, sem duvida nenhuma é animador e digno de que seja conduzido por governos honestos,democráticos e competentes , especialmente pela dobradinha emblemática das Olimpíadas e Copa do Mundo,que poderão potencializar o conjunto da obra .
É necessário portanto , toda atenção do eleitor não só na eleição , mas nos desdobramentos dos governos ,monitorando-os com o verdadeiro espírito cidadão ,pois a lógica da política “velha” apóia-se  em dois pilares estratégicos : a  nossa memória curta e na imagem asquerosa da política , para mantermo-nos afastados dela .
 

Se queremos saídas , superar obstáculos e consolidar a democracia ,  precisamos fortalecer as instâncias de participação  e de instrumentos efetivos de controle social .
Investir pesado nos meios de comunicação e no emburrecimento coletivo ,pode estar com os dias contados .
 

Quem sabe se nessa eleição , poderemos distinguir o verdadeiro significado daquele sorriso de   studio ?

Arquiteto e Urbanista Fábio Vital – ex-coordenador do Fórum da Cidadania ,Instituto ACQUA – ação cidadania qualidade urbana e ambiental .

Comentario do Prof.Aziz Ab’Saber,sobre a mudança no Código Florestal

16/07/10

Pessoal,vejam o comentario do Prof. Aziz,como sempre lúcido e preciso .Pena que nossa Camara Federal,continue míope e desconectada dos reais interesses nacionais ,no entanto temos uma eleição muito próxima e podemos fazer ali,também a nossa diferença.

Aproveitem esse comentario.

Mudanças no Código Florestal baseiam-se em “desconhecimento entristecedor”

Por Aziz Ab’Saber*

Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macrobiomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem de ser conduzida por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis.Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais.

Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não têm qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos técnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, seja no Brasil Tropical Atlântico ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.

Por muitas razões, se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional de nosso território. Remetemos essa idéia para Brasília e recebemos resposta de que era boa, mas complexa e inoportuna (…). Entrementes, agora outras personalidades trabalham por mudanças estapafúrdias e arrasadoras no chamado Código Florestal.

Razão pela qual ousamos criticar aqueles que insistem em argumentos genéricos e perigosos para o futuro do país. Sendo necessário, mais do que nunca, evitar que gente de outras terras, sobretudo de países hegemônicos, venha a dizer que fica comprovado que o Brasil não tem competência para dirigir a Amazônia (…). Ou seja, os revisores do atual Código Florestal não teriam competência para dirigir o seu todo territorial do Brasil. Que tristeza, gente minha.

O primeiro grande erro dos que no momento lideram a revisão do Código Florestal brasileiro – a favor de classes sociais privilegiadas – diz respeito à chamada estadualização dos fatos ecológicos de seu território específico. Sem lembrar que as delicadíssimas questões referentes à progressividade do desmatamento exigem ações conjuntas dos órgãos federais específicos, em conjunto com órgãos estaduais similares, uma Polícia Federal rural e o Exército Brasileiro. Tudo conectado ainda com autoridades municipais, que têm muito a aprender com um Código novo que envolva todos os macrobiomas do país e os mini-biomas que os pontilham, com especial atenção para as faixas litorâneas, faixas de contato entre as áreas nucleares de cada domínio morfoclimático e fitogeográfico do território.

Para pessoas inteligentes, capazes de prever impactos, a diferentes tempos do futuro, fica claro que ao invés da “estadualização” é absolutamente necessário focar para o zoneamento físico e ecológico de todos os domínios de natureza do país. A saber, as duas principais faixas de Florestas Tropicais Brasileiras, a zona amazônica e a zona das matas atlânticas; o domínio dos cerrados, cerradões e campestres; a complexa região semi-árida dos sertões nordestinos; os planaltos de araucárias e as pradarias mistas do Rio Grande do Sul; além de nosso litoral e o Pantanal mato-grossense.

Seria preciso lembrar ao honrado relator Aldo Rabelo, que a meu ver é bastante neófito em matéria de questões ecológicas, espaciais e em futurologia – sendo que atualmente na Amazônia Brasileira predomina um verdadeiro exército paralelo de fazendeiros que em sua área de atuação têm mais força do que governadores e prefeitos. O que se viu em Marabá, com a passagem das tropas de fazendeiros, passando pela Avenida da Transamazônica, deveria ser conhecido pelos congressistas de Brasília e diferentes membros do Executivo. De cada uma das fazendas regionais passava um grupo de cinqüenta a sessenta camaradas, tendo a frente em cavalos nobres o dono da fazenda e sua esposa e filhos em cavalos lindos.

E os grupos iam passando separados entre si, por alguns minutos. E, alguém a pé, como se fosse um comandante, controlava a passagem da cavalgada dos fazendeiros. Ninguém da boa e importante cidade de Marabá saiu para observar a coluna amedrontadora dos fazendeiros. Somente dois bicicletistas meninos deixaram as bicicletas na beira da calçada olhando silentes a passagem das tropas. Nenhum jornal do Pará, ou alhures, noticiou a ocorrência amedrontadora. Alguns de nós não pudemos atravessar a ponte para participar de um evento cultural.

Será certamente, apoiados por fatos como esse, que alguns proprietários de terras amazônicas deram sua mensagem, nos termos de que “a propriedade é minha e eu faço com ela o que eu quiser, como quiser e quando quiser”? Mas ninguém esclarece como conquistaram seus imensos espaços inicialmente florestados. Sendo que, alguns outros, vivendo em diferentes áreas do centro-sul brasileiro, quando perguntados sobre como enriqueceram tanto, esclarecem que foi com os “seus negócios na Amazônia” (…). Ou seja, através de loteamentos ilegais, venda de glebas para incautos em locais de difícil acesso, os quais ao fim de um certo tempo são libertados para madeireiros contumazes.

E o fato mais infeliz é que ninguém procura novos conhecimentos para reutilizar terras degradadas. Ou exigir dos governantes tecnologias adequadas para revitalizar os solos que perderam nutrientes e argilas, tornando-se dominados por areias finas (siltização).

Entre os muitos aspectos caóticos, derivados de alguns argumentos dos revisores do Código, destaca-se a frase que diz que se deve proteger a vegetação até sete metros e meio do rio. Uma redução de um fato que por si já estava muito errado, porém agora está reduzido genericamente a quase nada em relação aos grandes rios do país. Imagine-se que para o rio Amazonas a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a grande maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território intertropical brasileiro. Na linguagem amazônica tradicional, o próprio povo já reconheceu fatos referentes à tipologia dos rios regionais.

Para eles, ali existem, em ordem crescente: igarapés, riozinhos, rios e parás. Uma última divisão lógica e pragmática, que é aceita por todos os que conhecem a realidade da rede fluvial amazônica.

Por desconhecer tais fatos os relatores da revisão aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d’água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional.

Mas o pior é que as novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Fala-se em sete metros e meio das florestas beiradeiras (ripário-biomas) e depois em preservação da vegetação de eventuais e distantes cimeiras. Não podendo imaginar quanto espaço fica liberado para qualquer tipo de ocupação do espaço. Lamentável em termos de planejamento regional, de espaços rurais e silvestres. Lamentável em termos de generalizações forçadas por grupos de interesse (ruralistas).

Já se poderia prever que um dia os interessados em terras amazônicas iriam pressionar de novo pela modificação do percentual a ser preservado em cada uma das propriedades de terras na Amazônia. O argumento simplista merece uma crítica decisiva e radical. Para eles, se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, por que na Amazônia a lei exige 80%? Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais com o percentual de 20%. Nos planaltos interiores de São Paulo a somatória dos desmatamentos atingiu cenários de generalizada derruição.

Nessas importantes áreas, dominadas por florestas e redutos de cerrados e campestres, somente o tombamento integrado da Serra do Mar, envolvendo as matas atlânticas, os solos e as aguadas da notável escarpa foi capaz de resguardar os ecossistemas orográficos da acidentada região. O restante, nos “mares de morros”, colinas e várzeas do Médio Paraíba e do Planalto Paulistano, e pró-parte da Serra da Mantiqueira, sofreram uma derruição deplorável. É o que alguém no Brasil – falando de gente inteligente e bioética – não quer que se repita na Amazônia brasileira, em um espaço de 4.200.000 km².

Os relatores do Código Florestal falam que as áreas muito desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a “(re)florestamento” por espécies homogêneas pensando em eucalipto e pinus. Uma prova de sua grande ignorância, pois não sabem a menor diferença entre reflorestamento e florestamento. Esse último, pretendido por eles, é um fato exclusivamente de interesse econômico empresarial, que infelizmente não pretende preservar biodiversidades. Sendo que eles procuram desconhecer que para áreas muito degradadas foi feito um plano de (re)organização dos espaços remanescentes, sob o enfoque de revigorar a economia de pequenos e médios proprietários: o Projeto FLORAM.

Os eucaliptólogos perdem sentido ético quando alugam espaços por trinta anos de incautos proprietários, preferindo áreas dotadas ainda de solos tropicais férteis, do tipo dos oxissolos, e evitando as áreas degradadas de morros pelados reduzidas a trilhas de pisoteio, hipsométricas, semelhantes ao protótipo existente no Planalto do Alto Paraíba, em São Paulo. Isso ao arrendar terras de bisonhos proprietários, para uso em 30 anos, e sabendo que os donos da terra podem morrer quando se completar o prazo. Fato que cria um grande problema judicial para os herdeiros, sendo que ao fim de uma negociação as empresas cortam todas as árvores de eucaliptos ou pinus, deixando miríades de troncos no chão do espaço terrestre. Um cenário que impede a posterior reutilização das terras para atividades agrárias. Tudo isso deveria ser conhecido por aqueles que defendem ferozmente um Código Florestal liberalizante.

Por todas as razões somos obrigados a criticar a persistente e repetitiva argumentação do deputado Aldo Rebelo, que conhecemos há muito tempo e de quem sempre esperávamos o melhor. No momento somos obrigados a lembrar a ele que cada um de nós tem de pensar na sua biografia e, sendo político, tem de honrar a história de seus partidos. Principalmente em relação aos partidos que se dizem de esquerda e jamais poderiam fazer projetos totalmente dirigidos para os interesses pessoais de latifundiários.

Insistimos que em qualquer revisão do Código Florestal vigente deve-se enfocar as diretrizes através das grandes regiões naturais do Brasil, sobretudo domínios de natureza muito diferentes entre si, tais como a Amazônia e suas extensíssimas florestas tropicais, e o Nordeste Seco, com seus diferentes tipos de caatingas. Trata-se de duas regiões opósitas em relação à fisionomia e à ecologia, assim como em face das suas condições sócio-ambientais. Ao tomar partido pelos grandes domínios administrados técnica e cientificamente por órgãos do Executivo federal, teríamos de conectar instituições específicas do governo brasileiro com instituições estaduais similares. Existem regiões como a Amazônia, que envolve conexões com nove estados do Norte brasileiro. Em relação ao Brasil Tropical Atlântico os órgãos do Governo Federal – IBAMA, IPHAN, FUNAI e INCRA – teriam que manter conexões com os diversos setores similares dos governos estaduais de norte a sul do Brasil. E assim por diante.

Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico, fato observado por muitos críticos em diversos trabalhos e entrevistas.

Parece ser muito difícil para pessoas não iniciadas em cenários cartográficos perceber os efeitos de um desmatamento na Amazônia de até 80% das propriedades rurais silvestres.

Em qualquer espaço do território amazônico que vêm sendo estabelecidas glebas com desmate de até 80% haverá um mosaico caótico de áreas desmatadas e faixas de inter-propriedades estreitas e mal preservadas. Nesse caso, as bordas dos restos de florestas, inter-glebas, ficarão à mercê de corte de árvores dotadas de madeiras nobres. E, além disso, a biodiversidade animal certamente será profundamente afetada.

Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de 500 a milhares de quilômetros quadrados, e dentro de cada parcela das glebas colocassem indicações de 20% correspondentes às florestas ditas preservadas. E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em áreas de quarteirões implantados para venda de lotes de 50 a 100 hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconseqüente.

*Aziz Ab’Saber é professor emérito de geografia da USP e já produziu diversos trabalhos sobre a Amazônia Brasileira, tendo mais de 400 trabalhos acadêmicos publicados.

Pagamento por serviços Ambientais

29/06/10

 

Governo do Estado apresenta minuta,sobre o projeto que institui o Pagamento por Serviços Ambientais.

Pode ser o primeiro passo para remunerar quem protege o meio ambiente, a questão é : se esses instrumentos remuneram efetivamente ou serão mais um ” rojão de São João “.

Vejam o que diz o secretário e façam o download para discutirmos adiante.

Abraços

Fabio

Pagamento por Serviços Ambientais 

  

O secretário Xico Graziano assinou a resolução da Secretaria do Meio Ambiente – SMA que institui o Pagamento por Serviços Ambientais – PSA. A modalidade inicial prevista na resolução é a remuneração para produtores rurais que protegerem as nascentes dentro de suas propriedades, por um período de cinco anos. 

  

Denominado “Mina D’Água”, o projeto envolve um município de cada uma das 22 bacias hidrográficas do Estado. A equipe técnica da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais da SMA, que coordena o projeto, estima que possam ser beneficiados cerca de 10 a 15 agricultores por município. Para isso serão investidos recursos da ordem de R$ 3,5 milhões do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição – Fecop.

Download da minuta da Resolução que institui o Pagamento por Serviços Ambientais”

Nosso Ciclo de Palestras : Próximos passos

21/06/10

O ciclo de palestras encerra-se hoje 21 de junho,com a apresentação do 6º painel  .
Teremos pela frente, uma edição especial que condensará a produção dos Ciclo de Palestras e um documento que será entregue ao Prefeito de Santo André e ao Consórcio Intermunicipal com os principais encaminhamentos .
Passando pela Copa do Mundo,teremos em seguida o foco voltado para as eleições ( Presidente,Governadores e Deputados ) e será fundamental acompanharmos , o rebatimento das propostas politicas com a questão ambiental concretamente, ou seja :
- Mobilidade Urbana : Como viver em cidades poluídas,congestionadas por carros particulares,transporte público de péssima qualidade ?
-  Parques e Áreas verdes : quais as propostas para garantir e ampliar a oferta de parques e áreas verdes das cidades  ? Como harmonizar qualidade de vida  com o “ boom” imobiliário , que trás consigo o adensamento populacional, a impermeabilização do solo e a sobrecarga da infra estrutura já estrangulada?
Proteção dos Mananciais ,córregos e rios urbanos : Entra e sai governo, e vemos pouca coisa além de promessas e projetos que não saem do papel,pois os rios continuam recebendo poluição e os mananciais ocupação .Apesar do Brasil possuir uma das legislações melhores no área ambiental,nosso ambiente na pratica está longe de ser o melhor , por que ? A lei sozinha pode pouco, especialmente num pais onde a democracia e a participação popular ainda engatinha , ou seja, quais os instrumentos efetivos de controle social  que dispomos ou que precisamos ? Será que eles aparecerão nas propostas políticas ?
- Enchentes : Todos os anos acompanhamos no período das chuvas as enchentes , em geral creditada a desequilíbrio  climáticos ou episódios isolados,quando na verdade são recorrentes,resultado da impermeabilização do solo,utilização equivocada das várzeas dos rios ,ausência de programas continuados de educação ambiental , em outras palavras,problema estrutural e ausência do estado . Um empurra para o outro,como não fosse parte de um sistema interligado de drenagem,portanto onde estão as instancias regionais ? Os consórcios intermunicipais e as agencias metropolitanas ? Qual é o governo que tem coragem de dividir o poder com outros para resolver essas questões estruturais ?Quem tem essa coragem ?
- Planejamento Integrado e Governança regional : O planejamento a décadas esquecido pode ser um instrumento estratégico para a soluções de médio e longo prazos de problemas que drenam milhões de reais a cada ano, sem ao menos chegar perto das soluções .A sociedade esta cansada com discursos genéricos , ou a política do : “ Estado manda,município obedece  (se deseja receber  recursos), ou , “ o município rico define as prioridades e os pobres  concordam”.Essa lógica perversa e esquizofrênica tem implodido os esforços para se chegar a governança regional e metropolitana .Qual o governo terá coragem de sair desse circulo vicioso ?
Como empreender,recuperar,sanear e implementar as vitais necessidades das cidades modernas calcadas na sustentabilidade, se os instrumentos de gestão estão desarticulados e mancos ? O que esperar dos licenciamentos ambientais injustificadamente demorados e por vezes discutíveis . 

Precisamos de compromissos verdadeiros e resultados satisfatórios , para não aprofundar a   lógica do município-território político e eleitoral .
É necessário buscar equacionar, as drásticas diferenças e indicadores sociais existentes entre os municípios do ABC , desenvolvendo instrumentos ,  capazes de valorar e ajustar as  compensações ambientais , já que os mais pobres , como é o caso da água , garantem a produção e  a protegem de graça para  a autarquia estadual vender caro, e os municípios urbanizados se beneficiam dela ?
Portanto mais do que esperar o que vem por aí , é necessário que a sociedade regional perceba que deve ser a grande protagonista desse processo , pois paga e bem caro , através de impostos taxas e tributos os acertos e principalmente os erros administrativos .
Nosso 1º Ciclo de Palestras “Meio Ambiente Urbano e as Cidades Sustentáveis “  que se encerra hoje , buscou estabelecer uma conexão entre as questões acima destacadas, para motivar esse debate.
Esperamos a sua contribuição nessa jornada , pois estaremos disponibilizando adiante, outros artigos , trabalhos e experiências desenvolvidas para serem compartilhados .
 

“O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos.” Oliver W. Holmes
Forte abraço
Fabio
   

Licenciamento ambiental será tema de palestra na UFABC

20/06/10

Seguem informações sobre o término do I Ciclo de Palestras sobre o Meio Ambiente, realizado pelo Repórter Diário e que tem a coordenação deste bloguista:

O licenciamento ambiental como instrumento de equilíbrio entre a ação econômica do homem e o meio ambiente será discutido nesta segunda-feira (21), às 17h, na Universidade Federal de Santo André (UFABC), durante a palestra ‘Licenciamento Ambiental como Instrumento de Gestão da Qualidade Urbana e as Interações Institucionais – Uso Racional dos Recursos Naturais’. A apresentação encerra o 1º Ciclo de Palestras ‘Meio Ambiente Urbano e as Cidades Sustentáveis’ de Santo André, que o Repórter Diário programou por conta do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho).

De acordo com o jornalista Airton Resende, diretor de Redação do Repórter Diário, o 1º Ciclo de Palestras coloca em evidência assuntos de preocupação mundial, que muitas vezes são tratados superficialmente. “Como papel de imprensa, precisamos informar e tirar dúvidas da população sobre as questões de meio ambiente em que a cidade está inserida e apontar atitudes para garantir a sustentabilidade”, acrescenta Airton Resende.

Realizado em parceria com a Rádio ABC, o Ciclo começou dia 31 de maio e colocou Santo André à frente do debate, com especialistas ambientais, ligados a instituições acadêmicas e agentes públicos e sociais, que comentaram ações desenvolvidas e projetos que ainda podem ser colocados em prática na área de meio ambiente. Para a organização, focar em apenas um município aumenta a possibilidade do engajamento da sociedade em torno da pauta discutida.

As apresentações são sempre gratuitas, abertas ao público e já percorreram quatro instituições: SESI, Fundação ABC, Faculdades Integradas Coração de Jesus (FAINC) e SENAC, com participação, ainda, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Santo André), Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) e o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Desta forma, a UFABC é a quinta instituição a participar da ação. Nesta segunda-feira, a palestra ‘Licenciamento Ambiental como Instrumento de Gestão da Qualidade Urbana e as Interações Institucionais – Uso Racional dos Recursos Naturais’ debaterá o licenciamento ambiental como papel fundamental do desenvolvimento sustentável, com o objetivo de equilibrar o convívio entre ações econômicas do indivíduo e o meio em que ele está inserido. Além disso, abordará o desenvolvimento sustentável aliado ao crescimento econômico e aos novos desafios da conformidade ambiental, como exigência legal e estratégia competitiva de atuação responsável.

Participam do debate Eduardo Mazzolenis de Oliveira, diretor de Licenciamento e Gestão Ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo); e Jeroen Klink, doutor em Arquitetura e Urbanismo e coordenador do Núcleo de Ciência, Tecnologia e Sociedade na UFABC A mediação será feita por Jarbas Elias Zuri Junior, diretor do Semasa.

Esta é a sexto painel do Ciclo de Palestras, que já abordou ‘Avaliação Ecossistêmica do Milênio’, com Renato Tagnin, arquiteto e urbanista especialista em Planejamento Metropolitano pela Universidade de Roma, mestre em Engenharia Civil e Urbana e coordenador do Projeto de Recuperação Ambiental da Bacia Billings junto à Secretaria Estadual do Meio Ambiente; e Murilo Andrade Valle, consultor ambiental, mestre doutor em Geologia, coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Faculdade de Engenharia Engenheiro Celso Daniel e professor da Fundação Santo André. A mediação foi de Ângelo Pavin, superintendente do Semasa.

‘Ambiências Urbanas e o Papel da Educação Ambiental’ foi o tema do segundo painel, com Cíntia Okamura, psicóloga social e especialista em Psicologia Ambiental pela Université René Descartes - Paris V – França; e Mirella Suraci Santos, arquiteta urbanista e responsável pela Gerência de Preservação da Memória, do Departamento de Cultura da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo da Prefeitura de Santo André; mediadas pelo diretor regional do SESI Santo André, Sérgio Moretti.

Outro painel abordou ‘Sistemas de Área de Lazer e a Arborização Urbana da Cidade – Os Parques Como Instrumento’, e contou com Camila Urfali, bióloga e agente de Atividades Socioculturais de Educação Ambiental do SESI; e Daruska Cavalcante Cardim, engenheira florestal e mestre em recursos florestais, engenheira de Segurança do Trabalho e atual encarregada da Unidade de Conservação do Parque Natural Municipal do Pedroso pelo Semasa. Airton Resende mediou o debate.

Também foi tema ‘O Ambiente que nos Alimenta também nos Coloca em Risco – Segurança Alimentar e Riscos Urbanos’, tratado por Denise Ravin, primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade de Santo André; e Maria Del Carme Gonzalez Soriano, coordenadora do Programa de Educação Alimentar e Nutricional da Secretaria de Segurança Alimentar da Prefeitura de Diadema, participaram do painel. Na mediação, Marcelo Ferrucci, membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB Santo André.

O quinto painel ocorreu neste 16: ‘Cidades Sustentáveis e a Revisão do Plano Diretor de Santo André’. Mediado por Sidney Munerati, presidente da Acisa, o encontro contou com a participação de Ayrton Antonio Cardoso Filho, diretor do Departamento de Controle Urbano da Prefeitura de Santo André e presidente do Conselho Municipal de Política Urbana de Santo André; e Débora de Lima Azevedo, bióloga, pedagoga e coordenadora pedagógica de educação básica e educação profissional na área do Meio Ambiente do Senac.

Semana com discussões importantes em Santo André

7/06/10

Olá pessoal, após a discussão da Avaliação Ecossistemica do Milenio,que lotou o auditorio da Faeng , iniciaremos a semana discutindo a questão da Billings e os impactos da Lei Específica na região . Assusntos como moradia,expansão urbana , rodoanel e outras obras que virão por aí serão destacadas.!9:30s no Auditório da Faeng - Fundação Santo André - Segunda Feira. 

Na terça,rodada dupla imperdível para quem acompanha o debate sobre os parques da cidade e a educação ambiental.Professores e Ong’s ,podem aproveitar muito essas apresentações e debater com os especialistas convidados. A entrada é franca com garantia de qualidade.

Espero por voces,

Fabio

Bem-vindos ao Ambiente Vital

30/05/10

É com muito prazer e motivação que inauguramos o blog Ambiente Vital, após o convite do Repórter Diário, que também dedicará editoria exclusiva à questão ambiental a partir de agora .

Buscamos com esse espaço, abrir a discussão do ambiente em que vivemos, na escala local ou global, em que os patricipantes possam manifestar as suas posições e concepções de mundo, de forma democrática e descontraída.

Vamos abordar as questões cotidianas e as de longo prazo, como os planos e projetos públicos, além de disseminar os links de trabalhos muito importantes de especialistas e acadêmicos.

Para marcar esse momento, organizamos com muito carinho o 1º Ciclo de Palestras ‘Meio Ambiente Urbano e as Cidades Sustentáveis’, composta por nada menos do que 6 painéis temáticos que acontecerão nos dias entre os dias 31 de maio e 21 de junho, com a participação de especialistas da região e de fora, abordando os seguintes temas:

1.Avaliação Ecossistêmica do Milênio;

2.Ambiências Urbanas e o Papel da Educação Ambiental;

3.Sistemas de Área de Lazer e a Arborização Urbana da Cidade – os Parques como Instrumento de Educação;

4.O Ambiente que nos Alimenta também nos Coloca em Risco – Segurança Alimentar e Riscos Urbanos;

5.Cidades Sustentáveis e a Revisão do Plano Diretor de Santo André;

6.Licenciamento Ambiental como Instrumento de Gestão da Qualidade Urbana e as Interações Institucionais –Uso Racional dos Recursos Naturais.

Não posso deixar de citar as instituições que nos receberam de portas abertas para engrandecer esse momento: Centro Universitário Fundação Santo André, FAINC – Faculdades Integradas Coração de Jesus; SENAC São Paulo - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial; SESI – Serviço Social da Indústria e UFABC – Universidade Federal do ABC, que reitero o agradecimento.

Na palestra desta segunda segunda-feira (31/05) na Fundação Santo André às 19h, contaremos com a presença do Murilo Andrade Valle, professor doutor da Faculdade de Engenharia do Centro Universitário Fundação Santo André e do Renato Tagnin, arquiteto e urbanista especializado em Planejamento Metropolitano e mestre em Engenharia Civil e Urbana na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Imperdível galera!

Para quem pensava que fosse ficar por aí se enganou, o jornal Repórter Diário fará uma publicação especial, com a síntese dos 6 painéis, estruturando um novo conceito de tratar as questões relevantes de nossa região. Show de bola!
Ficamos hoje por aqui. Forte abraço

Repórter Diário promove o 1° Ciclo de Palestras sobre Meio Ambiente

22/05/10

Com o objetivo de aprofundar as discussões sobre temas relevantes, mas tratados - na maioria das vezes - superficialmente, o Repórter Diário  promoverá o 1º Ciclo de Palestras. A primeira empreitada ocorrerá entre os dias 31 de maio e 21 de junho e terá como foco o Meio Ambiente - tendo em vista o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho).

Ao todo, serão cinco dias de palestras que abordarão o desenvolvimento sustentável em Santo André. As discussões serão norteadas pelo presente com projeção no futuro, ou seja, o que está em execução e o que ainda pode ser feito no município. As palestras contarão com especialistas, instituições acadêmicas, agentes públicos e sociais.

Confira a programação:

31 de maio
Tema: Avaliação Ecossistêmica do Milênio
Local: Fundação Santo André
Horário: 19h

8 de junho
Tema: Ambiências urbanas e o papel da Educação Ambiental
Local: SESI – Santo André
Horário: 14h30

Tema: Os sistemas de área de lazer e a arborização urbana da cidade – os parques como instrumento de educação
Local: SESI – Santo André
Horário: às 17h

9 de junho
Tema: O ambiente que nos alimenta, também nos coloca em risco – segurança alimentar e riscos urbanos
Local: FAINC
Horário: às 19h

16 de junho
Tema: Cidades Sustentáveis e a revisão do Plano Diretor de Santo André
Local: SENAC – Santo André
Horário: às 19h

21 de junho
Tema: Uso racional dos recursos naturais
Local: UFABC – Santo André
Horário: às 17h