As dificuldades enfrentadas pela indústria de Óleo & Gás do Brasil

19/05/12

Na audiência pública realizada na Câmara dos Deputados em 25 de abril último, a presidenta da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, expôs em detalhes o cenário do setor de óleo & gás brasileiro, as deficiências e os projetos em curso para, se não eliminá-las, minimizá-las. Trata-se de um audacioso portfólio de projetos que envolvem a reforma e a instalação de várias refinarias, além de plantas de subprodutos, como as matérias-primas para fertilizantes.

Pressionada pelos parlamentares acerca do índice de nacionalização dos valores investidos no portfólio, a presidenta da Petrobras apresentou os cronogramas e os números da capacidade industrial instalada em contraposição com a capacidade necessária para atender os cronogramas.

Ocorre que os parlamentares desconhecem ou não se interessam pelas dificuldades que os compradores deste setor enfrentam. Ignoram que qualquer empresa que presta conta a seus controladores, adquire bens e serviços buscando as melhores condições de qualidade, preço e prazo, e que, num mundo globalizado, essas condições podem estar em qualquer país ou continente.

Também devem ignorar que a indústria de óleo & gás não é a única que possui estratégia e projetos de ampliações e modernizações, enfrentando outros setores que também demandam bens de capitais no mesmo espaço de tempo.

O resultado desse processo é a plenitude da capacidade produtiva das indústrias de base brasileiras e o consequente aumento das aquisições de indústrias estrangeiras, boa parte delas instaladas em países que atravessam crise financeira, o que propicia preço, qualidade e prazo desejados pelos compradores. Por outro lado, essas aquisições implicam em novas dificuldades, como por exemplo, a adaptação das estruturas de suprimentos dos compradores para se relacionar com as empresas e países estrangeiros, ainda displicentes com o potencial brasileiro. Prova disso é o desinteresse dos órgãos consulares da Itália no Brasil em entender e adaptar regras de permanência temporária daqueles compradores que para lá viajam para ajudá-los a atender suas encomendas brasileiras.

São problemas muito bem conhecidos daqueles que atuam no setor, mas ignorados pela maioria dos brasileiros, o que por consequência não se transforma em “bandeira” para os parlamentares que preferem explorar o índice de nacionalização, preço de combustíveis e outras questões de repercussão e geração de voto.

Se houver um parlamentar interessado em uma causa séria, esta é a bandeira a ser empunhada!

Q.I.

22/03/12

Há tempos atrás Q.I. era exclusivamente a forma abreviada de Quociente de Inteligência, resultado de uma fórmula criada para medir a inteligência humana. Entretanto, aos poucos foi ganhando intensidade a utilização como abreviação de “Quem indica”, no início com tom pejorativo, até chegar aos tempos atuais como algo presente e importante no ambiente profissional. O Q.I. hoje em dia significa referência, aval, endosso para quem contrata profissionais, pois virou sinônimo de confiança.

Mas como conseguir um Q.I.?

Ai entra uma expressão muita usada, networking, que em resumo é um círculo de contatos profissionais, uma “panelinha” de amigos que se ajudam mutuamente.

Mas como criar seu networking?

Em artigo publicado no New York Times, Frabrizio Ferraro e Conor Neill, do Instituto de Estudios Superiores de la Empresa da Universidade de Navarra na Espanha, afirmam que cultivar um networking é como escovar os dentes, que você faz diariamente, gostando ou não, e não apenas quando sentir dor de dente.

Esta afirmação ilustra muito bem a necessidade de se investir tempo em networking, que é um processo de longo tempo; você não consegue criar na hora que precisa.

Para facilitar esse processo eles sugerem sete passos para quem quiser construir um networking:

Interdependência: habilidade para trabalhar em equipe e competência para administrar relacionamentos. Valoriza os relacionamentos e abre espaços.

Perseverança: leva tempo para se conseguir coisas boas; tem que beijar muitos sapos até encontrar um príncipe. A chave é começar a construir seu networking muito tempo antes de precisar dele.

Reciprocidade: é importante entender que networking não é apenas o que os outros podem fazer por você. Pense em que poderia fazer pelos outros. Às vezes começa com um elogio sobre uma apresentação, ou um artigo.

Similaridade: é fácil fazer amigos com pessoas que são como você, mas é sempre possível encontrar alguma coisa em comum com outras pessoas. Saia de sua “zona de conforto” e aprenda com pessoas com experiências, objetivos e interesses diferentes. Bill Gates disse em uma entrevista que prefere ler uma revista inteira e não somente as partes que lhe interessa, porque sempre aprende uma coisa nova.

Proximidade: os melhores relacionamentos sociais e profissionais advêm da proximidade, mas só a proximidade não vai te ajudar se você não tentar criar envolvimento com as pessoas.

Cruzamento de dados: lideres de sucesso influenciam os contatos de um networking para outro. Pense sobre isso olhando sua lista de contatos. Quem precisa de atenção? Quem precisa de um favor seu? Você pode considerar seu networking como a jornada de sua vida.

Sociabilidade: se você não gostar de conhecer novas pessoas, elas provavelmente não gostarão de perder tempo com você. Por esta razão a chave é encontrar locais e situações nos quais o networking te dará prazer, ao invés de te forçar a trocar ideias em lugares desconfortáveis.

Em todos os aspectos da vida, o networking não é a questão básica de “como isso vai me beneficiar?”. Faz mais sentido perguntar “como isso vai me acrescentar?”. Os autores finalizam afirmando que você será recompensado no tempo, da mesma forma que o seu jardim cresce.

Buffet: a evolução de um negócio para acompanhar o cliente

1/11/11

Lembro-me de meus primeiros aniversários, em que minha mãe, avós, tias e comadres se reuniam e dividiam os afazeres na produção de doces, salgados, bolos e na decoração das festinhas; tudo era artesanal e doméstico, inclusive o abate das galinhas que recheavam as coxinhas e empadinhas. Tempos depois foram surgindo as primeiras quituteiras de quem passamos a encomendar os salgadinhos, mais adiante as boleiras e doceiras, até o surgimento dos buffets, que passaram a agregar entretenimento desde as piscinas de bolinhas aos atuais e sofisticados brinquedos. Há que se ressaltar que os buffets se transformaram em gerenciadores de festas e eventos e não mais meros fornecedores de bebidas e comidas. Deles se contrata um evento pronto, sem qualquer necessidade da intervenção dos contratantes. Ou seja, os anfitriões não põem a “mão na massa”, chegam e dela vão embora como os convidados.

Zoom out

2/09/11

Chamou minha atenção na palestra de Marcos Vinicius Freire do COB - Comitê Olímpico Brasileiro, proferida no Forum Empresarial Regional ocorrido esta semana, a contratação de três consultores estrangeiros para ajudar o Brasil (Rio de Janeiro) a ser eleito para sediar as Olímpiadas do Rio 2016. Esse fato se destaca porque a maioria de dirigentes públicos não têm esta postura; na iniciativa privada, movida a resultados e dirigida para prestar contas, é normal, corriqueiro.

Independente de ser setor público ou privado, quando há uma necessidade relevante, as melhores armas devem ser usadas para se atingir o objetivo. Defendi há alguns anos, numa conversa com um amigo, que os governos (federal, estadual e municipal) poderiam se socorrer de consultores estrangeiros, especialistas para determinadas situações, tal qual agora verifiquei no COB. Ele não concordou alegando que consultores forasteiros desconheciam os problemas e peculiaridades regionais. Eu discordo totalmente desta posição, porque os problemas regionais todos conhecem ou facilmente são encontrados num diagnóstico.

O grande trunfo de um consultor é o “olhar de fora” (zoom out), sua análise deve partir de fora pra dentro, do mercado. É não estar no meio da rotina, e dispor de ferramentas para encontrar e implantar a solução para o problema, tenha ele a nacionalidade que tiver.

O COB já havia tentado antes trazer as Olimpíadas para o Brasil, sem ẽxito, e depois, com um planejamento estratégico bem elaborado, concluiu que deveria usar todas as armas para surpreender os eleitores.

E conseguiu!

Forum Empresarial regional

1/09/11

Participei do Forum Empresarial regional realizado ontem em Santo André e gostei muito da organização e das palestras proferidas pelo Cristiano Miano, CEO da Digipronto e pelo Marcos Vinicius Freire, Superintendente do Comitê Olímpico Brasileiro.

O primeiro nos trouxe sua experiência bem-sucedida da fundação da empresa, a transformação em maior agência digital do Brasil e a estratégia para reter seus talentos.

O segundo nos brindou com uma aula magistral de foco nos objetivos, planejamento e táticas para o alcance de metas. Nos mostrou os bastidores e as armas utilizadas na campanha que culminou com a eleição do Rio de Janeiro como sede para os Jogos Olimpicos de 2016. Humildade, inovação, desprendimento, trabalho em equipe, treinamento e quebra de paradigmas  foram práticas utilizadas pelo COB para alcançar o êxito. Ainda mostrou, de quebra, para os presentes, que as Olímpiadas 2016 não são só naquele ano e as oportunidades que surgem para confederações olímpicas, clubes com modalidades olimpicas, aplicação de leis de incentivo.

Foi uma pena que os presentes eram poucos (até entidades “parceiras” não se fizeram representar) para a magnitude do evento e das oportunidades de negócios.

Espero que na próxima vez o número seja maior; é um processo!

Liderança: dá trabalho mantê-la

25/08/11

Em notícia veiculada no Repórter Diário na terça-feira última vemos que embora a igreja Católica Apostólica Romana ainda tenha o maior percentual de fiéis, este é o menor em 140 anos. O fato mostra que para manter-se líder é necessário tarbalhar para entender o que os fiéis querem em vários momentos, o que querem os novos possíveis fiéis e por ai vai.

Trazendo esta questão para o ambiente empresarial, significa que uma empresa que hoje seja lider no mercado em que atua, deve acompanhar a movimentação de seus clientes para descobrir seus anseios e transformá-los em produtos e serviços. As mudanças ocorrem o tempo todo queiram ou não os empresários, e para se manter em suas posição é preciso muita inovação e criatividade. Inove antes que o concorrente o faça, e ai pode ser tarde.

A liderança é uma meta difícil de ser alcançada, mas fácil de ser perdida.

Aeroportos brasileiros privados, finalmente

22/08/11

O texto abaixo foi publicado em 30/07/2008 e só agora, mais de três anos depois, tem início o processo de privatização de aeroportos brasileiros com o aeroporto de Natal - RN. Pelo menos começou por cima.

A greve da Infraero: mais uma

Depois de finalmente terminar a greve dos Correios, surge mais uma: a da Infraero; e mais uma vez me pergunto até quando teremos de nos sujeitar a essas estatais. Por que a Infraero existe e é estatal? Por que os aeroportos não são privatizados? Por que não se permite a implantação de novos aerportos, privados. Questões estratégicas e de segurança podem justificar a existência desses dinossauros num passado recente, mas hoje não há mais razão para isso; a não ser o de sempre: interesses políticos. Aliás, o Ministro Jobim não havia resolvido o problema dos aeroportos? Da mesma maneira que uma ridicula “reserva da informática” da ditadura dos militares prejudicou o país, essas estatais ceifam chances do país crescer mais, num momento oportuno da economia brasileira. É lamentável!

Vagas para animadores

17/03/11

Seleção para 3a fase de Páscoa/SP, período de 14 dias.  Muitas vagas p/animadores de páscoa de ambos os sexos, região do litoral e capital, Guarulhos, Abc.  Cache pelo período de R$ 289,33, Premiação de R$ 90,00, cesta básica de R$ 45,00 mais ajuda de custo p/dia de R$ 18,00.  Interessados nas vagas por favor ligar no tel 11- 3159 4202, falar com Marcia(selecaosp@taopromocoes.com). Enviada pela Cristiane Balthazar Paiva.

Fidelidade de cliente pode até salvar sua vida.

23/02/11

A crescente utilização, pelas empresas, de ações mercadológicas dirigidas em detrimento às ações de massa ainda geram muita polêmica. As pessoas, alvos de CRM, databasemarketing, marketing direto, marketing 1:1, sentem-se incomodadas por verem suas atitudes de compra e hábitos vasculhadas pelas empresas. Estas, por sua vez, se defendem argumentando que a construção de uma base de dados detalhada se justifica pela obsessão de atender as características de cada cliente. Veja a seguir um bom exemplo de atenção personalizada.

Entregadora estranhou quando a cliente não fez pedidos
A entregadora de pizzas Susan Guy, da cidade de Memphis, no sudeste dos Estados Unidos, acabou salvando a vida de uma freguesa de 82 anos ao estranhar o fato de ela não ter feito o seu pedido habitual naquele dia. A idosa Jean Wilson vinha encomendado pizzas da filial da Domino’s Pizza em que Susan Guy trabalha diariamente havia três anos. Segundo relatos de jornais e emissoras locais do Tennessee, Susan Guy informou à sua chefe que fazia três dias que Jean Wilson não fazia pedidos. A entregadora insistiu que era o caso de checar se a idosa estava bem. Ao se dirigir à casa dela, Susan bateu à porta, mas ninguém atendeu. A entregadora perguntou a um vizinho se ele havia visto a idosa nos últimos dias, mas ele afirmou que não. Foi então que ela resolveu chamar a polícia. Os policiais arrombaram a porta da casa da idosa e a encontraram caída no chão. Ela havia sofrido uma queda dias antes e não tinha conseguido se levantar para alcançar o telefone. Segundo os médicos do hospital em que foi atendida, Jean Wilson não está em condição crítica. BBC Brasil.

A falta de estilo que gerou prejuízos nos negócios

4/02/11

Eu já comentei aqui, em outra oportunidade, sobre a necessidade de planejamento na utilização das mídias sociais pelas empresas. A inserção de mensagens no Twitter, Facebook e demais, é fácil e rápido, o que acaba gerando ações impensadas, de trágicas consequências, como o caso abaixo.

“Milhões estão em polvorosa no Cairo. Há boatos de que eles ouviram que nossa nova coleção de primavera está disponível online”. Esse foi o tweet enviado ontem pelo estilista Kenneth Cole para promover sua marca. Mas em questão de horas, depois de receber inúmeras reclamações, ele deletou a mensagem. E não adiantou se retratar – mesmo depois de um pedido de desculpas postado no Facebook, Cole continuou recebendo uma crítica atrás da outra. Do AdFreak.

Aproveitar (com rapidez) as oportunidades que os fatos oferecem é uma tática interessante no ramo dos negócios, mas tem que ser positiva e adequada ao público que interessa para a empresa. Para fazer bem feito nada melhor que se apoiar em empresas especializadas nesse tipo de ação. Porque do contrário o tiro pode sair pela culatra, como é o caso do estilista.

O estrago na marca pode ser irreversível.